Informação sobre artrose, causas, sintomas e tratamento da artrose, com diagnóstico da artrose nos joelhos, mãos, coluna vertebral e anca.


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Combinações de tratamentos para artrose

Quais são os benefícios de combinações de tratamentos para artrose, e como estes podem ser incluídos em, algoritmos de custo/benefício clinicamente úteis para os cuidados a longo prazo?

A maioria das pessoas com artrose tem sintomas durante muitos anos, e ao longo deste tempo elas irão receber vários tratamentos, às vezes através da combinação de vários tratamentos. Isto pode envolver uma combinação de tratamentos não farmacológicos e farmacológicos, como o uso de uma bengala e a toma de analgésicos ao mesmo tempo. Talvez mais comumente, uma pessoa possa assumir diferentes analgésicos ao mesmo tempo (por exemplo, AINEs e opióides). No entanto, a maioria das evidências julgadas na artrose avalia apenas tratamentos simples, e muitas vezes esses estudos são de curta duração (por exemplo, 6 semanas). Torna-se necessário entender os benefícios de tratamentos combinados relevantes para locais anatômicos específicos de artrose (por exemplo, mão em comparação com o joelho) e entender se combinações particulares fornecem o benefício sinérgico em termos de alívio dos sintomas. Também é necessária uma compreensão de como as combinações de tratamentos podem ser incluídas em algoritmos, para utilização na prática clínica. Ensaios para abordar esta área podem necessitar de utilizar metodologias de intervenção complexas com avaliações econômicas de saúde, e irão necessitar de estratificar-se para co-morbidades que afetam o uso de uma intervenção particular.

Tratamento da artrose em pessoas muito idosas

Quais são os benefícios dos tratamentos não-farmacológicos e farmacológicos de curto prazo e de longo prazo para artrose em pessoas muito idosas (por exemplo, com 80 anos e mais velhos)?
Existem muito poucos dados sobre o uso de tratamentos farmacológicos e não-farmacológicos para artrose em pessoas muito idosas. Isto é altamente relevante, não só por causa do envelhecimento da população, mas também por causa da alta incidência de comorbidades na população - artrose pode ser um dos muitos problemas de saúde que afetam a função, e isso pode influenciar a adequação das opções de gestão. A aceitabilidade, a natureza e a definição de estratégias de exercício para essa população é uma das áreas sugeridas para um estudo mais aprofundado. Qualquer intervenção não farmacológica que implique uma redução na necessidade de tratamento à base de drogas, que possa ser demonstrada é desejável. AINEs são frequentemente contra-indicados em pessoas mais velhas, com co-morbidades (como insuficiência renal, cardiovascular ou intolerância gastrointestinal), pelo que as opções farmacológicas eficazes para este grupo de pessoas deve ser mais estudadas e aprofundadas. Estudos de resultados de diversos tipos de intervenção também são necessários para pessoas muito idosas, nas quais a cirurgia de substituição da articulação não é recomendada por causa dos riscos associados a co-morbidades.

Tratamento da artrose da Base do Polegar ou Rizartrose

Todos os tratamentos realizados para a rizartrose são voltados para a melhora da dor.
Isso porque a mobilidade da base do polegar é muito grande e os pacientes conseguem se adaptar a falta de movimento. Nas fases iniciais em que o paciente sente dor em alguns movimentos e em atividades específicas, está indicado o tratamento conservador (sem cirurgia). O tratamento sempre é definido fazendo uma correlação entre a quantidade de dor e incapacidade produzidas pela artrose com a gravidade do desgaste observado nas radiografias. A tentativa inicial de tratamento e o controle da dor com medidas para diminuir o processo inflamatório. O uso de gelo (10 minutos – 3 ou 4 vezes ao dia), antiinflamatórios não hormonais (AINE) e a realização de fisioterapia (Ultra-som e TENS) melhoram os sintomas sentidos pelo paciente.
Sabe-se que o processo degenerativo causado pela artrose provoca crises de dor, geralmente nos meses frios (inverno) ou após realizar um esforço físico com a mão afetada. Nessas crises está indicado o uso de uma tala removível de acrílico (órtese). Ela é feita por uma fisioterapeuta especializada e é modelada na mão do próprio paciente.
Ao contrário das talas compradas prontas, as tala de acrílico não imobilizam o punho e a ponta do polegar, deixando em repouso apenas a articulação afetada. Alguns médicos também se utilizam da infiltração intra-articular com Xilocaína e Cortisona. Tal procedimento é extremante útil, para o alívio das crises de dor. Porém deve ser realizado com cautela, não devendo ser feito de maneira repetitiva, pois age direto no tecido inflamado causando um desgaste ainda maior nos tecidos lesionados.
Como a artrose é uma doença progressiva com uma tendência a piorar com o passar do tempo, está indicado o tratamento cirúrgico para os pacientes que apresentem dor e dificuldade de realizar atividades com a mão após tentativa fracassada de tratamento sem cirurgia.
Na base do polegar já se tentou a colocação de próteses articulares, semelhantes às utilizadas no quadril e joelho, porém devido a grande mobilidade da articulação e a necessidade de força no polegar, os resultados de cirurgia com próteses ainda não são bons. A cirurgia clássica para o tratamento da Rizartrose chama-se Artroplastia de Suspensão. Nesse procedimento o osso trapézio é substituído por um tendão, que tem a função de funcionar como uma prótese. Ele vai estabilizar novamente o polegar e vai evitar o contato doloroso de osso com osso. Tal tendão é retirado do próprio polegar e o mais simples de ser utilizado se chama Abdutor Longo do Polegar. Esse músculo tem a função de abrir o polegar e o seu tendão geralmente já vem separado em três ou mais fitas. Então se retira uma dessas seo - usado em pacientes jovens com dor e instabilidade e com pouco desgaste), porém elas não são realizadas como rotina.

Medidas não farmacológicas como tratamento da artrose

Não basta estar magro. É preciso estar forte. “Troque toucinho por músculos”. Fique o mais próximo possível do peso ideal para a sua idade, sua altura e, claro, sua auto-estima. Mas, como sempre, sem exageros.
Pratique atividades físicas regularmente. De preferência, dentro da água, como hidroterapia, hidroginástica ou natação. Não tenha receio de entrar na piscina com medo de estar contaminada.
É facílimo tratar a água da piscina, é barato e essa geralmente não é uma razão para lhe fazer desistir de uma forma de tratamento que poderá lhe ajudar bastante.
Pode caminhar, se a dor deixar, e você não gostar de água, por exemplo. Mas tente caminhar de verdade e não apenas passear. Uma caminhada normal não lhe fará perder peso, mas lhe deixará mais apta(o) para as tarefas diárias, melhorando o que chamamos de condicionamento cardio-vascular.
Outras atividades como exercícios de alongamento, pilates, musculação, bicicleta ou mesmo aulas de dança são úteis e podem ser prazerosas, mas precisam de orientação profissional.
Converse com o seu(sua) reumatologista sobre essas suas preferências e ele(ela) poderá lhe orientar profissionais de educação física e/ou fisioterapia que podem lhe ajudar.
Medidas físicas como palmilhas e joelheiras podem ajudar no seu conforto.
Não há evidências científicas definitivas de que massagens, acupuntura, “palmilhas magnéticas” ou quiropraxia (aqueles “trancos” que dão nas costas das pessoas) melhorem os sintomas de artrose. Mas há pacientes que utilizam esses recursos e dizem melhorar. Se você tiver dúvidas se vale a pena, busque um(a) reumatologista para lhe orientar.
Gelo ou calor local – não há ciência para isso. Nenhum estudo bem feito comparou adequadamente o resultado de compressas de gelo ou mornas em juntas com artrose. Podemos sugerir que você tente os dois, aplicando por 20 minutos, três vezes por dia.
Se estiver no Norte/Nordeste do país, em pleno janeiro, um calor danado, pode ser que o gelo ajude bastante. Agora, sendo no sul do país, em julho, quando está mais frio, é possível que compressas mornas sejam preferíveis.
Lembre-se: mornas, e não quentes. É para ser agradável e não para machucar ou queimar.
A pele de pessoas idosas pode estar mais frágil e calor local ou gelo excessivo podem provocar queimaduras.
Não conte para suas amigas ou amigos, mas se precisar usar uma bengala ou algo parecido, use. É só dizer que está usando uma “marcha de três pontos” e ninguém vai perceber. Muitas pessoas têm “vergonha” em usar bengala e sofrem mais dor por causa disso. Não é que você estará inválido(a) e imprestável, “no fim da linha”, como alguns pacientes às vezes nos dizem.
A insistência que seu(sua) reumatologista faz no uso desses utensílios é por que não trazem efeito colateral, melhoram sua mobilidade, auxiliam no equilíbrio reduzindo o risco de quedas e custam pouco. Se precisar, use a bengala (com o nome que quiser) e tenha mais liberdade de movimento. Ela já foi sinal de elegância há não muito tempo.

Cirurgia, como tratamento da artrose

A cirurgia para a artrose é necessária em poucos casos. Poderá ter de a fazer no caso de os outros tratamentos não serem eficazes, ou se uma das articulações estiver bastante danificada.
Existem vários tipos de cirurgia para a artrose. Poderá ser operado para alisar as superfícies das articulações, ou para restaurar a cartilagem (artroscopia), ou ainda para substituir toda a articulação (artroplastia) ou executar uma fusão óssea (artródese).
A artrose é efectuada mais frequentemente para substituir a anca e o joelho.
O cirurgião retira a articulação afectada e substitui-a por uma artificial, feita de plásticos especiais e metal (próteses). Se não puder fazer uma artroplastia, o cirurgião poderá sugerir uma artródese, que fusa o osso numa posição permanente. Isto significa que a articulação ficará mais forte e muito menos dolorosa, embora não a possa mais mexer.

Medicamentos no tratamento da artrose

Existe uma grande variedade de medicamentos capazes de aliviar os sintomas da artrose, o que faz com que nalguns casos, seja preciso tentar vários até se identificar o mais eficaz.
Os analgésicos simples como o paracetamol, são em muitos casos, suficientes para garantir um alivio eficaz e são geralmente bem tolerados. Os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o diclofenac, são muitas vezes necessários, apesar de poderem acarretar alguns riscos secundários maiores do que os analgésicos, em particular para o estômago. Ajudam a controlar a dor, a rigidez e o inchaço das articulações. Dependendo da situação, poderá ser indicada uma toma regular continuada, ou consoante for necessário. Alguns medicamentos disponíveis em Portugal, ditos de acção prolongada, como a acemetacina, têm a capacidade de manter as articulações livres de compromisso de forma mais alongada no tempo. São particularmente indicados na artrose, embora não seja ainda clara a sua capacidade de evitar a evolução da doença. Os derivados da cortisona, administrados por via geral não têm indicação na terapêutica da artrose. Contudo, a injecção (infiltração) de alguns destes produtos (efectuada exclusivamente por um médico especialista) em estruturas dolorosas na vizinhança de uma articulação, pode revelar-se extremamente eficaz na melhoria da dor e da rigidez muito incapacitantes.
Complementarmente a associação de medicação com função de condroprotecção, quer por via sistémica, como o sulfato de glucosaminana dose diária de 1,5 gramas, quer por via intrarticular (viscosuplementação), como o hialuronato de sódio na dose de uma ampola semanal, pode melhorar e até mesmo recuperar, algumas áreas de doença da cartilagem.

Tratamento da artrose

Se a artrose for ligeira ou moderada, poderá não necessitar de tratamento.
No entanto, existem vários medicamentos, tratamentos e dispositivos que podem facilitar a vida das pessoas com artrose. Muitas pessoas tomam analgésicos para a artrose. Se o paracetamol e géis analgésicos não conseguirem controlar a sua dor, o médico poderá receitar analgésicos mais fortes, como o co-codamol ou o co-didramol. Também poderá levar injecções intra-articulares, com as quais se injecta o medicamento que reduz o inchaço e a dor na articulação. O seu médico também poderá receitar compressas especiais frias ou quentes para as articulações. A estimulação eléctrica nervosa transcutânea é um tipo de fisioterapia para a artrose que alivia a dor e os sintomas. Funciona entorpecendo as pontas dos nervos da espinal medula que controlam a dor, para que deixe de a sentir.
Se tiver dificuldade em movimentar-se para efectuar as tarefas diárias, existem muitos dispositivos que podem ajudar, como calçado ou solas especiais, auxiliares de marcha e adaptadores para torneiras.
A cirurgia para a artrose é necessária em poucos casos. Poderá ter de a fazer no caso de os outros tratamentos não serem eficazes, ou se uma das articulações estiver bastante danificada.